Às dúvidas da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) sobre a meta das receitas com impostos com que o Governo se comprometeu para este ano, o Presidente da República reagiu defendendo que vale a pena esperar pelos dados de setembro.

Em relação às receitas fiscais, vale a pena esperar pelos dados do mês de setembro. Talvez possa ser uma surpresa boa, no sentido de que as receitas permitam atingir aquilo que eu tenho dito, repetidamente, ao longo dos meses".

Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se convicto, perante os jornalistas, de que poderão ser positivos, tendo em conta os objetivos fixados para o défice deste ano. O primeiro-ministro, de resto, já disse por várias vezes que o défice ficará "confortavelmente abaixo dos 2,5%".

"Acredito que o défice vai ficar em 2,5%", disse também Marcelo Rebelo de Sousa, desejando que as receitas fiscais continuem a aumentar até fim do ano, ao mesmo tempo que garantiu não estar preocupado. Isto porque as "despesas estão muito contidas" e também porque espera um aumento das receitas fiscais até final do ano, de forma a permitir manter o défice de 2016 em 2,5%.

A UTAO estima que será necessário arrecadar 17.434 milhões de euros nos últimos quatro meses de 2016 para cumprir o objetivo incluído no Orçamento do Estado para 2016 ao nível da receita. Uma evolução que, escreve numa nota com base nos dados até agosto, "não se afigura verosímil".

Já quanto às preocupações manifestadas pelo Fundo Monetário Internacional sobre a quase estagnação da economia que prevê até 2021, Marcelo lembrou que o crescimento económico para este ano também está dentro daquilo que se previa, ou seja, um crescimento de apenas 1%.

Marcelo falava à margem da inauguração do Museu da Música Mecânica, no Pinhal Novo, em Palmela.