Até agosto os proprietários de imóveis pagaram 1.121 milhões de euros, um novo recorde nas receitas e que traduz um crescimento homólogo de 13,7%. É mais do dobro do que previam as últimas projeções de subida desta receita para o conjunto do ano, escreve o Jornal de Notícias.

A subida da receita era esperada perante o fim da cláusula de salvaguarda que, durante três anos, limitou o acréscimo de imposto, mas o aumento da construção e o fim de algumas isenções temporárias também estão a contribuir para o aumento.

Não há dados disponíveis sobre quantos liquidam o IMI em uma, duas ou três prestações, mas a execução orçamental mostra que, entre janeiro e agosto, o imposto já gerou mais 135 milhões de euros do que no mesmo período de 2014.

Se esta ordem de grandeza se mantiver (entre agosto e dezembro do ano passado os proprietários pagaram mais 450 milhões), a receita do IMI ficará próxima do objetivo inscrito no Orçamento do Estado, de 1,6 mil milhões de euros.

Cerca de uma centena de autarquias já aprovou ou vão propor a aprovação do UIMI familiar, um benefício fiscal que vai traduzir-se numa descida do imposto para as famílias que tenham pelo menos um dependente a cargo.