Para além de ter continuado a subir em relação a 2014, a carga fiscal atingiu mesmo o maior valor desde 1995 no ano passado. As contas do Instituto Nacional de Estatística mostram que a receita arrecadada com impostos teve um peso de 34,5% no Produto Interno Bruto, isto é, na riqueza gerada no país.

De um ano para o outro, a carga fiscal subiu 4,4%, mantendo a tendência de subida que já se vinha verificando (em 2014 tinha aumentado 2,1%).

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"Este aumento foi determinado pela evolução positiva da receita dos impostos diretos (2,6%), dos impostos indiretos (6,0%) e das contribuições sociais (4,0%)", indica o comunicado do INE.

Impostos diretos
-1,4% IRS
+ 15,7% IRC

 

Impostos indiretos
+4,7% IVA
+10,4% Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP)
-1,1% Imposto sobre o Tabaco
+7,7% Imposto sobre Imóveis
+22,8% Imposto sobre Veículos
+20,8% Imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis

As contribuições sociais efetivas cresceram 4,0%, resultado que foi influenciado pelo aumento do número de beneficiários com remunerações declaradas à Segurança Social.

Se excluirmos os impostos recebidos pelas Instituições da União Europeia, Portugal manteve, em 2015, uma carga fiscal inferior à média da União Europeia: 34,3%, que compara com 39,0% entre os 28 Estados-membros.