Ainda não é desta. O polémico Imposto Sucessório deverá ficar na gaveta pelo menos para já.

Por ser complexa e com um potencial de receita de apenas 100 milhões de euros por ano, a medida não deverá constar do próximo Orçamento do Estado.

O Negócios avança que o tema não está a ser discutido entre o Bloco de Esquerda e o Governo.

A natureza fugidia do património mobiliário e a salvaguarda das benesses fiscais de que gozam os residentes não habituais, como a tributação zero no caso dos reformados, tornam difícil encontra uma solução técnica eficaz.

O imposto sucessório caiu em 2004 pela mão do CDS-PP, no Governo de Durão Barroso. E o mais certo é voltar a ficar tudo como está.

Adiada a reintrodução da medida, o Governo acredita que poderá compensar com outras receitas, como o Imposto sobre o Património Global, que virá substituir o Imposto de Selo sobre os prédios de luxo.