O grupo Ikea iniciou nesta segunda-feira as obras de construção do novo projeto previsto para Loulé, que inclui uma loja, um centro comercial e um outlet, anunciou a cadeia sueca em comunicado.

O projeto, no âmbito do plano de crescimento do grupo para Portugal, prevê a criação de 3.000 postos de trabalho diretos e indiretos, num valor total de investimento de 200 milhões de euros, lê-se no comunicado.

O grupo prevê inaugurar a loja de Loulé em 2016 e o restante complexo, composto pelo centro comercial e pelo outlet, em 2017.

O projeto será apresentado à imprensa no dia 2 de setembro, no auditório principal da Assembleia Municipal de Loulé.

No início de julho, seis associações empresariais algarvias anunciaram que iam avançar com uma terceira providência cautelar contra a construção do complexo comercial.

As associações signatárias contestam a dimensão do projeto - que se estende por 40 hectares - e o estudo de impacte ambiental apresentado pelos seus promotores, considerando que a construção do complexo afetará todo o Algarve.

O grupo recebeu no final de maio as licenças comerciais para a construção do complexo.

A nova providência cautelar congrega a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) do Algarve, a Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), a Associação de Empresários de Quarteira e Vilamoura, a Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), a Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve (AIHSA) e a Confederação de Empresários do Algarve (CEAL).

As mesmas entidades já tinham apresentado uma providência cautelar em 2013 para tentar impedir a localização da loja Ikea de Loulé, junto ao nó Loulé-Faro da A22, numa zona próxima do Estádio Algarve.

Para a loja poder ser instalada naquele local, a Assembleia Municipal de Loulé aprovou, em 2013, o Plano de Urbanização Caliços-Esteval, com a reclassificação daqueles terrenos, que antes integravam a Reserva Agrícola Nacional, para uso urbano.

A alteração da utilização dos solos dos terrenos que vão acolher o projeto comercial é a questão mais polémica decorrente da aprovação daquele plano de urbanização, que incide também sobre a área empresarial do Esteval, o Parque das Cidades e o antigo matadouro do Algarve.