Este mês Portugal já pagou mais dois mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI), de forma antecipada.

De acordo com uma nota do IGCP aos investidores, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública informa que o reembolso foi levado a cabo "no início de fevereiro”.

Somando a este montante os 8,4 mil milhões de euros que já tinham sido reembolsados em 2015, o Estado português já devolveu 36% do valor total do empréstimo contraído junto da instituição liderada por Christine Lagarde, no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira, que terminou em 2014.

A instituição liderada por Cristina Casalinho indica também que os "potenciais pagamentos antecipados adicionais (de cerca de 2,6 mil milhões de euros este ano) estão dependentes das condições do mercado e da venda de ativos financeiros", nomeadamente o Novo Banco e os ativos do Banif que ficaram na nova sociedade veículo Oitante.

Assim, conclui o IGCP, "as necessidades de financiamento que ficam por cobrir com emissões de dívida de médio e longo prazo em 2016 ascendem a 12 mil milhões de euros".

O IGCP espera chegar ao final deste ano com uma almofada financeira de 7,4 mil milhões de euros, "perto de 50% das necessidades de financiamento de 2017", que se estima serem de 16,5 mil milhões de euros "excluindo os pagamentos adicionais ao FMI".

O Governo já tinha indicado, no relatório da proposta de Orçamento do Estado para 2016, que Portugal deverá devolver antecipadamente durante este ano 4,6 mil milhões de euros ao FMI, um valor superior ao que o IGCP tinha anunciado no início do ano.