Os trabalhadores das cantinas dos centros de formação profissional do Porto e de Bragança do IEFP, concessionadas à Solnave, estão em greve, reclamam o pagamento do subsídio de Natal e do salário de dezembro.

Em declarações à Lusa, o coordenador do Sindicato da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte afirmou que a adesão ao protesto foi total, obrigando ao encerramento das duas cantinas do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), mas fonte da Solnave confirmou apenas a paralisação em Bragança, assegurando que, no Porto, «foram servidos 400 e tal almoços».

Aquelas cantinas do IEFP estão concessionadas à empresa Solnave, de quem os 27 grevistas exigem os 50% do subsídio de Natal e o ordenado de dezembro em atraso.

De acordo com o dirigente sindical Francisco Figueiredo, o problema afeta também as cantinas do IEFP de Braga e de Viana do Castelo, mas os respetivos trabalhadores «decidiram dar o dia de hoje para a empresa regularizar a situação».

Contactado pela Lusa, o vice-presidente da Solnave, Luís Vieira de Castro, confirmou o atraso no pagamento das remunerações.

O responsável esclareceu que os salários relativos a metade das cerca de 130 concessões da empresa «já foram transferidos para o banco» e o restante sê-lo-á «entre amanhã [sexta-feira] e segunda-feira».Já o subsídio de Natal deverá ser liquidado «até meados deste mês», disse.

E, se o sindicato afirma que «há cerca de seis meses que a Solnave se vem atrasando sistematicamente no pagamento dos salários», motivando vários pré-avisos de greve, a administração da Solnave garante que se tratou de uma situação pontual, resultante da conjuntura do país.

«Temos feito os maiores esforços, mas não conseguimos, este mês, cumprir», sustentou Luís Vieira de Castro, acrescentando que o atraso no pagamento das remunerações afetou toda a empresa, incluindo a administração.