O presidente executivo do Lloyds Banking Group, o português António Horta Osório, disse esta sexta-feira que Portugal «não tem nenhuma alternativa à direção das políticas económicas» que têm vindo a ser seguidas.

«A situação em Portugal é obviamente muito difícil. Disse várias vezes que a direção das políticas económicas é claramente a direção correta», declarou o banqueiro numa conferência em Lisboa.

Reconhecendo que se pode «questionar a intensidade» das políticas, a verdade, diz Horta Osório, é que Portugal «não tem nenhuma alternativa à direção das políticas económicas» que têm vindo a ser seguidas, e que resultam de uma muito elevada dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB).

O banqueiro chamou ainda a atenção para a Caixa Geral de Depósitos (CGD) que, diz, deve, nesta fase de «responsabilidade particularmente elevada», após a situação no BES, reforçar o apoio a pequenas e médias empresas para dinamizar a economia.

«Se temos um banco público, acho que deve ter uma estratégica pública de apoio», disse o gestor e presidente do Lloyds, citado pela Lusa.

Horta Osório criticou a baixa de salários nominais, mas realçou que os mesmos «só podem evoluir positivamente como contrapartida do aumento de produtividade».

«Temos de ser um país mais produtivo para aumentar o bem-estar da nossa população e para que as pessoas possam ganhar mais. Ninguém pode ganhar mais se não trabalhar mais ou melhor», advogou.

Horta Osório falava na 7.ª edição do Salão das Viagens de Negócio, que decorre no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, e onde é apresentado um estudo que indica que a maior parte das empresas portuguesas acredita que a economia portuguesa cresça em 2015.

Na ocasião, o banqueiro elogiou o setor do turismo e a forma como o mesmo tem vindo a crescer no PIB português, e defendeu que o país deve lutar para atrair mais turistas, por exemplo os que vão a Espanha.