O antigo coordenador da comissão de trabalhadores da Autoeuropa António Chora sugere que os funcionários recebam um prémio por cada carro produzido. Entende que esta seria uma maneira de incentivar produção aos sábados e, assim, acabar com o conflito que opõe trabalhadores e administração da fábrica de Palmela.

A partir de segunda-feira, a fábrica vai funcionar com 17 turnos de produção, entre segunda-feira e sábado, de maneira a garantir a produção de 240 mil automóveis neste ano, sem que se tenha chegado a acordo entre as partes.

Em declarações ao DN/Dinheiro Vivo, o antigo dirigente sugere um prémio entre 2 e 3 cêntimos por carro produzido, o que pode corresponder a um bónus anual entre os 4.800 euros e os 7.200 €.

A comissão de trabalhadores tem de exigir um prémio de objetivos por cada carro produzido. Tem de ser algo apetecível e alcançável. Só desta forma é que pagaria o sacrifício das pessoas" .

Já um prémio trimestral de 25% do ordenado, indexado aos objetivos de produção atingidos, para António Chora "não diz nada".

Em véspera de mais um plenário de trabalhadores, António Chora revela ainda a sua preocupação com o futuro da fábrica de Palmela. O operário, entretanto reformado, afirma que a Volkswagen "pensará duas vezes antes de escolher modelos de grande produção para a fábrica se se mantiver o atual conflito".

Prevê, por isso, que a partir de 2020, e se os problemas continuarem, a fábrica poderá perder dois mil funcionários, dos mais de 5.000 que emprega atualmente.

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