O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) apelou esta segunda-feira aos partidos da oposição com assento parlamentar para que apresentem alternativas às propostas do Governo, reiterando que os cortes nas pensões «estão fora de questão».

«Entendemos que os representantes dos restantes partidos no parlamento têm de, neste momento, começar a pensar em como é que vamos sair disto. Os cortes não são uma inevitabilidade», disse Helena Rodrigues, do STE, à entrada para uma reunião com o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, no Ministério das Finanças, em Lisboa, citada pela Lusa.

Para a dirigente sindical, «o programa de austeridade, da forma como tem estado, não ajuda a economia».

«São vários os comentadores, são vários os especialistas, são vários os economistas que dizem que assim não vamos lá. É altura de outros começarem a pensar o que podemos fazer e é nisso que estamos empenhados», disse Helena Rodrigues, acrescentando que cortar pensões está «fora de questão».

«Esta reunião tem como objetivo a tentativa de um acordo e um acordo passará com certeza por propostas diferentes daquelas que o Governo apresentou. Os cortes nas pensões, para nós, estão fora de questão», rematou a sindicalista.

No encontro de hoje, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, discutiu com o sindicato a proposta do Governo que prevê a convergência das regras do regime de aposentação da Caixa Geral de Aposentações com as da aposentação da Segurança Social.

O STE referiu que saiu da reunião de hoje com o Governo sem «novidade nenhuma», confirmando que «não é um processo de convergência».

De acordo com a proposta, que já foi apresentada ao parlamento, os cortes no valor das pensões já em pagamento serão aplicados de forma progressiva às pensões acima de 600 euros e às pensões de sobrevivência de valor superior ao do Indexante de Apoios Sociais (IAS), 419,23 euros.