O presidente do Conselho de Administração do Banif, Luís Amado, afastou qualquer preocupação de risco sistémico em Portugal na sequência dos problemas que têm afetado as empresas do Grupo Espírito Santo.

«O problema do BES está circunscrito. Há naturalmente alguma volatilidade dos mercados, decorrente justamente do impacto que teve algum desse acontecimento, mas não mais do que isso. Não estamos a encarar com preocupação essa situação», rematou Luís Amado.

O presidente do Banif lembrou, a propósito, que o governador do Banco de Portugal já veio várias vezes a público garantir a solidez financeira do BES.

Nas últimas semanas, foram tornados públicos vários problemas no Grupo Espírito Santo (GES), que têm levantado receios do contágio ao BES.

A mensagem do Banco de Portugal tem-se mantido a mesma, de que «a situação de solvabilidade do BES é sólida, que foram tomadas medidas» para evitar riscos de contágio ao banco resultantes do ramo não-financeiro do Grupo Espírito Santo (GES) e que os depositantes não correm riscos.

O novo presidente executivo do BES, Vítor Bento, que substituiu o líder histórico Ricardo Salgado, disse já também que a prioridade no banco é «reconquistar a confiança dos mercados» e pôr fim à especulação.