Num total de 1.039 comboios previstos para operarem até às 18:00 desta segunda-feira circularam apenas 111, avançou a CP à agência Lusa, cumprindo-se a «expetativa de 90% de supressões a nível nacional» com a greve dos revisores.

De acordo com fonte oficial da empresa, nos comboios urbanos de Lisboa foram realizadas 59 das 496 ligações previstas, ao passo que no Porto os números são de 11 comboios que circularam de entre os 207 previstos.

No serviço regional circularam dois comboios até às 18:00, num total de 252 programados, ao passo que nos serviços de maior duração os números não são tão elevados: nos intercidades foram realizadas 22 das 37 viagens programadas, e no serviço alfa pendular houve 'luz verde' para 16 dos 18 comboios previstos.

Fonte sindical revelou à Lusa a «adesão total» dos associados do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial e Itinerante (SFRCI), que inclui os funcionários das bilheteiras e os revisores, embora tenha havido «poucos» funcionários não sindicalizados a trabalhar durante o dia desta segunda-feira.

Esta greve foi convocada pelo SFRCI para reclamar o cumprimento da decisão dos tribunais relativa ao pagamento dos complementos nos subsídios desde 1996.

Na quinta-feira e na sexta-feira a percentagem de viagens anuladas ultrapassou os 80% e hoje ronda os 90%.

Esta greve foi convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) para reclamar o cumprimento da decisão dos tribunais relativo ao pagamento dos complementos nos subsídios desde 1996.

O presidente do SFRCI, Luís Bravo, explicou à Lusa que a CP foi condenada, em várias instâncias, a restituir os complementos que não foram pagos aos trabalhadores no subsídio de férias desde 1996 e no subsídio de Natal entre 1996 e 2003, estimando uma dívida de cerca de dez milhões de euros aos revisores e trabalhadores das bilheteiras

O primeiro dia de greve dos revisores da CP decorreu na quinta-feira, tendo provocado a não realização da maioria das ligações previstas pela empresa.

Além dos revisores, a circulação dos comboios da CP no fim de semana de Páscoa foi afetada pela greve ao trabalho em dia feriado do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF).

Entretanto foi agendada uma paralisação do setor ferroviário para o dia 16 de abril, que inclui os trabalhadores da CP, CP Carga, EMEF e Refer.