A carga movimentada no Porto de Lisboa, em maio, caiu 47,5% face ao mês homólogo, devido à greve dos estivadores, que se prolongou até ao final do mês, divulgou a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Em termos acumulados, nos primeiros cinco meses do ano, o Porto de Lisboa registou uma queda de 21,6% face ao período homólogo, influenciada pela quebra de 47,5% que se registou em maio.

Com uma taxa média de crescimento de 13,2% ao ano (considerando os períodos de janeiro-maio desde 2012), o Porto de Sines mantém a posição cimeira, representando 53,3% do total do movimento portuário, após ter atingido 19,6 milhões de toneladas.

Leixões ocupa a segunda posição, com uma quota de 19,8% do total, seguindo-se Lisboa e Setúbal.

Entre janeiro e maio de 2016, os portos comerciais do continente movimentaram cerca de 36,9 milhões de toneladas, mantendo o mesmo nível de movimentação global quando comparado ao período homólogo de 2015, registando uma quebra de 3,1% na carga embarcada e um acréscimo de 2% na carga desembarcada.

Segundo a AMT, este comportamento do sistema portuário é explicado, sobretudo, pelas quebras de movimentação que se verificaram em todos os portos, à exceção de Sines, que registou um acréscimo de 9,6%, impulsionado pelo aumento de volume de petróleo bruto (+30,1%) e de carga contentorizada (+21,2%).

Dos restantes portos, sublinham-se as quebras de Viana do Castelo (-1,4%), Setúbal (-1,8%), Leixões (-4,2%), Figueira da Foz (-7,2%), Aveiro (-13,8%) e Faro (-17,6%).

A greve a todo o trabalho suplementar em qualquer navio ou terminal do Porto de Lisboa foi suspensa a 28 de maio, depois de os estivadores e os operadores terem chegado a um compromisso sobre o Contrato Coletivo de Trabalho.