O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, reconhece que o acordo alcançado entre Atenas e as instituições europeias é “duro” e que, “inevitavelmente, as medidas que se seguem ainda terão “um efeito de recessão”.

“Lutámos duramente até ao fim” e conseguimos o acordo que permite assim manter a Grécia “de pé”.


Alexis Tsipras cedeu praticamente em toda a linha, mas quis destacar o pacote de crescimento de médio prazo, no valor de 35 mil milhões de euros, que resulta do acordo, bem como a reestruturação da dívida.

"O acordo é difícil, mas queremos evitar o colapso do sistema bancário. Nesta batalha difícil, conseguimos ganhar a reestruturação da dívida".


Tsipras acredita que o acordo pode trazer novos investimentos para ajudar a país a sair da recessão.

A chanceler alemã Angela Merkel diz que, mesmo depois de alcançado o tão esperado acordo, o caminho de Atenas será "longo e difícil". A Comissão Europeia salienta que  "não há vencedores e vencidos, povo não foi humilhado".

Os líderes da zona euro estiveram reunidos, em Bruxelas, numa "maratona" negocial em busca de um acordo sobre um terceiro "resgate" à Grécia durante 19 horas de reunião. 

A cimeira extraordinária da zona euro sobre a Grécia, apontada como decisiva para o futuro da Grécia na zona euro, teve início às 16:00 locais de domingo (15:00 de Lisboa), e foi interrompida por diversas vezes para consultas e reuniões à margem devido às diferenças entre as autoridades gregas e os seus credores. 

Sem um acordo, a Grécia ficava muito próxima de uma saída da zona euro, o chamado Grexit.