O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse esta sexta-feira num discurso no parlamento grego que o acordo para o terceiro resgate do país como uma “escolha forçada” do governo, tomada depois de “esgotar todas as vias de negociação”.

Tsipras explicou que teve de escolher entre um programa de ajuda com o euro ou o dracma como moeda nacional.

“Perante um ultimato para a saída temporária da Grécia da zona euro, tomámos a responsabilidade perante o povo grego de nos mantermos vivos e continuarmos a luta em vez do suicídio (a saída do euro)”, afirmou esta manhã Tsipras num discurso no parlamento, numa sessão que se estendeu durante toda a madrugada e que deverá terminar com a votação do acordo.

O ex-ministro das Finanças, Yannis Varoufakis, votou 'não' ao terceiro resgate

O Fundo Monetário Internacional voltou esta quinta-feira à noite a pressionar a Europa, para aliviar a divida publica grega. O FMI insiste que a economia grega só pode tornar-se sustentável, se parte da divida for perdoada. 

A chefe da missão do FMI para a Grécia garantiu que o Fundo Monetário Internacional se compromete a dar financiamento extra, caso os parceiros europeus aceitem aliviar a divida grega que estará nesta altura a rondar os 200% do PIB. 

O Eurogrupo vai reunir-se esta sexta-feira para tentar viabilizar o acordo alcançado na terça-feira entre a Grécia e os credores internacionais para um terceiro resgate.