O sindicato grego do setor público Adedy convocou hoje uma greve de 24 horas para 6 de novembro contra as «políticas de austeridade», juntando-se à central sindical do privado GSEE, que na quarta-feira anunciou o mesmo.

Esta será a segunda greve geral na Grécia em menos de quatro meses.

«A comissão executiva do Adedy decidiu uma mobilização de 24 horas para 6 de novembro para lutar contra os novos despedimentos e colocações na disponibilidade no setor público, medidas que o Governo acertou com a troika» de credores (União Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu), indica um comunicado do Adedy.

Confrontados com um plano de reestruturação no setor público que prevê 25 mil transferências e 4.000 despedimentos até ao fim de 2013, os funcionários já fizeram várias greves e paralisações em setembro.

A troika pede à Grécia novas medidas de poupança no valor de dois mil milhões de euros para 2014 para reduzir o défice.

No entanto, o Governo grego recusou hoje categoricamente os cortes adicionais de 2.000 milhões de euros em 2014. «Não haverá novas medidas. Conseguimos um excedente primário com muito esforço e enormes sacrifícios da sociedade», afirmou hoje o ministro para a Reforma Administrativa, Kiriakos Mitsotakis, em declarações à cadeia de televisão privada Mega.

Na quarta-feira, a central sindical GSEE convocou uma greve de 24 horas «contra o pesadelo do desemprego e a desregulação do mercado de trabalho».

A GSEE protesta contra o anteprojeto de orçamento para 2014 que «destrói direitos sociais».

O sindicato Pame, ligado ao Partido Comunista, também convocou uma greve para o mesmo dia.

A Grécia foi o primeiro país da zona euro a recorrer a um programa de assistência financeira, em 2010, para evitar o colapso.

Em troca dos empréstimos concedidos, o país teve de aprovar rigorosas medidas de austeridade que levaram a uma recessão profunda e atualmente o desemprego atinge 27% da população ativa.