O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, advertiu hoje que uma vitória do 'não' no referendo de domingo na Grécia vai “enfraquecer dramaticamente” a posição negocial grega, e, mesmo em caso de triunfo do 'sim', as negociações serão “difíceis”.

“O programa expirou, não há negociações em curso. Se os gregos votarem 'não', terão feito tudo menos fortalecer a posição negocial grega. A posição negocial grega será dramaticamente enfraquecida com um voto no 'não'”.


Juncker acrescentou que, mesmo que vença o 'sim' (à proposta apresentada pelas instituições ao Governo grego), seguir-se-ão “negociações muito difíceis”.

O ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, disse esta manhã que um acordo está "mesmo à mão".

A mais recente sondagem, divulgada esta manhã, aponta para um empate técnico, o que espelha bem a indecisão dos cidadãos gregos.

O risco de Atenas entrar em falência e sair do euro aumentou após o Governo ter rejeitado propostas dos credores e convocado um referendo para Domingo, visando perguntar aos cidadãos se aceitam ou não contrapartidas como aumentos de impostos e cortes nas reformas para receber novo financiamento. 

O FMI disse ontem que a Grécia precisa de 50.000 milhões de euros adicionais nos próximos três anos, incluindo 36.000 ME dos seus parceiros europeus, para se manter à tona. Afirmou que Atenas também precisa de um significativo alívio da dívida. 

A Grécia falhou o reembolso de 1.600 milhões de euros que tinha, 30 de Junho, a última terça feira, como prazo limite.