“O programa expirou, não há negociações em curso. Se os gregos votarem 'não', terão feito tudo menos fortalecer a posição negocial grega. A posição negocial grega será dramaticamente enfraquecida com um voto no 'não'”.

Juncker acrescentou que, mesmo que vença o 'sim' (à proposta apresentada pelas instituições ao Governo grego), seguir-se-ão “negociações muito difíceis”.

O ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, disse esta manhã que um acordo está "mesmo à mão".

A mais recente sondagem, divulgada esta manhã, aponta para um empate técnico, o que espelha bem a indecisão dos cidadãos gregos.

O risco de Atenas entrar em falência e sair do euro aumentou após o Governo ter rejeitado propostas dos credores e convocado um referendo para Domingo, visando perguntar aos cidadãos se aceitam ou não contrapartidas como aumentos de impostos e cortes nas reformas para receber novo financiamento. 

O FMI disse ontem que a Grécia precisa de 50.000 milhões de euros adicionais nos próximos três anos, incluindo 36.000 ME dos seus parceiros europeus, para se manter à tona. Afirmou que Atenas também precisa de um significativo alívio da dívida. 

A Grécia falhou o reembolso de 1.600 milhões de euros que tinha, 30 de Junho, a última terça feira, como prazo limite.