Os bancos gregos viram "voar" 2 mil milhões de euros em depósitos nos últimos três dias, com o ritmo da retirada de dinheiro a triplicar desde que as negociações com os credores entraram num impasse.

A informação é veiculada pela agência Reuters que dá conta que entre segunda e quarta-feira 2 mil milhões de euros foram retirados dos bancos, o que representa cerca de 1,5% do dinheiro depositado na banca grega, cerca de 133,6 mil milhões de euros (dados relativos ao final de abril).

 
As conversações entre a Grécia e os credores da zona euro e FMI entraram em rutura no passado fim-de-semana, em Bruxelas, deixando o país à beira da bancarrota. 

Antes do colapso das negociações, a saída de depósitos oscilava entre 200 e 300 milhões de euros por dia. O porta-voz do banco central grego recusa fazer comentários sobre estes números, apontando o próximo dia 26 como a data de publicação dos dados oficiais.

Mas a verdade é que o receio de que a Grécia possa abandonar o euro existe e é real: a menos de duas semanas de expirar o programa de assistência financeira a Atenas e da data limite para a Grécia pagar 1,6 mil milhões de euros ao FMI - ambas a 30 de junho -, os ministros das Finanças da zona euro estão reunidos no Luxemburgo, sem qualquer esboço de compromisso sobre a mesa e com as negociações ao nível técnico suspensas face às diferenças entre o Governo grego e os seus credores.