Os bancos gregos têm capacidade para continuar a permitir que os cidadãos levantem 60 euros por dia, até sexta-feira, mesmo depois da expressiva vitória do "não" no referendo de domingo e de a associação de bancos do país ter advertido na semana passada que só havia dinheiro até hoje, segunda-feira. 

O ministro da Economia grego, Georgios Stathakis, descansou entretanto os gregos, numa entrevista à BBC, dando conta que a medida de controlo de capitais se mantém, com a mesma possibilidade de levantar dinheiro, em igual montante. 
 
Mesmo que o Banco Central Europeu decida congelar a linha de emergência, os bancos não correm risco de colapso até ao final desta semana útil. O melhor cenário, no entanto, seria injetar liquidez adicional de 3 mil milhões de euros ainda hoje. 

Naturalmente que se o BCE decide reduzir essa verba, aí sim, os bancos estariam em apuros. Serão necessários, frisou o mesmo governante, 7 a 10 dias de linha de emergência enquanto as negociações progridem. Há reunião do Eurogrupo agendada para terça-feira. 

Os bancos conseguem estar à tona por mais algum tempo, mas não muito. O ministro advertiu que não há possibilidade de continuar a adiar decisões sobre se a Grécia fica dentro ou fora do euro por muito mais de 48 horas.

E, lembrou, o seu governo não tem um mandato para sair da zona do euro. Os gregos escolheram ficar, mas não com a proposta imposta pelas instituições europeias. 

Apesar de os gregos terem apoiado o governo grego neste braço-de-ferro com as instituições europeias e o FMI, o ministro das Finanças, Yannis Varoufakis, anunciou a demissão