O Eurogrupo anunciou ontem que os credores da Grécia aceitaram abrir o debate sobre o alívio da dívida grega. A Alemanha, que é a maior economia da Europa e das principais detentoras de dívida grega, continua a fazer finca-pé. O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, reafirmou esta terça-feira a sua oposição.

"Honestamente não tenho nenhum argumento forte (a favor do alívio da dívida) para apresentar ao legislador alemão, à opinião pública alemã, em relação a quem tenho responsabilidades orçamentais"

Se a Alemanha é contra, França mostrou no ano passado ser a favor, pela voz do Presidente François Hollande. 

Na segunda-feira o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, ter anunciado que o debate sobre a reestruturação da dívida grega vai estar na agenda das negociações entre a Grécia e os credores.

De recordar que os credores de Atenas são os mesmos de Portugal, no âmbito do resgate a que o país foi sujeito: Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Mecanismo Europeu de Estabilidade.

Grécia tem sido notícia muito mais por causa dos refugiados e muito menos pela sua situação financeira. A situação ainda é frágil e a reestruturação da dívida (ou, pelo menos, formas de alívio) é um assunto em cima da mesa.