O secretário de Estado da Energia afirmou hoje que a manutenção da taxa extraordinária aplicada às empresas do setor energético em 2015 tem como objetivo «equilibrar o Orçamento do Estado» e não é «uma iniciativa de política energética».

Em declarações aos jornalistas, Artur Trindade não quis comentar o anúncio feito hoje pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, mas desvalorizou a reação que as empresas do setor energético possam ter ao prolongamento da medida, realçando que se tem que atender às necessidade do país.

«Essa taxa surgiu pelo Orçamento do Estado, que causa sempre reação a muita gente. Não se trata de uma iniciativa de política energética», afirmou Artur Trindade, à margem da cerimónia de atribuição de prémios do programa Galp 20-20-20,

O Governo vai manter em 2015 as contribuições, atualmente aplicadas, sobre a energia, as telecomunicações e a banca, anunciou hoje a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

«Algumas medidas de caráter extraordinário como as contribuições dos setores da energia, das telecomunicações ou do setor financeiro serão mantidas», afirmou hoje a governante quando apresentava as medidas de consolidação orçamental para 2015, na conferência de imprensa após a reunião extraordinária do Conselho de Ministros.