O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que o Governo foi informado por algumas empresas do seu interesse na compra da PT Portugal e segue atentamente este assunto, mas não vai intervir de forma alguma.

Em resposta aos jornalistas, Passos Coelho assinalou que está em causa «uma empresa privada» e reiterou que «o Estado não vai intervir neste processo», o que não significa que «o Governo não acompanhe a situação» da PT - «uma empresa de grande dimensão, que intervém num setor bastante sensível também» em Portugal.

«Portanto, acompanhamos o que se está a passar, sabemos que há diversas empresas que manifestaram interesse em poder adquirir a PT Portugal. De resto, algumas delas quiseram informar previamente o Governo dessa sua disponibilidade ou desse seu interesse, e a todos o Governo disse exatamente o que lhes estou a dizer nesta altura: o Estado não interferirá», acrescentou o primeiro-ministro, durante uma visita a uma empresa tecnológica portuguesa, em Algés.

O chefe do executivo PSD/CDS-PP disse esperar que «este seja um processo tão transparente e competitivo quanto possível».

Questionado se está preocupado com a situação da PT, respondeu: «Eu sigo com atenção o que se passa na PT, como afirmei agora. Não quero acrescentar nenhum ruído nem ponta de preocupação àquelas que já existem».

«Acho que o futuro da PT é importante para a economia, mas vejo que existem movimentos que estão nesta altura desenvolver-se - que não partem do Estado, não estão influenciados pela decisão do Estado, e que não contarão com a intervenção de favor do Estado no sentido de poder ser mais amigo de uns ou de outros. O Estado não tem de intervir neste processo, a PT tem os seus acionistas, e os potenciais compradores terão de negociar justamente com esses acionistas o melhor resultado. E é isto que eu espero que possa acontecer», completou.

Antes, Passos Coelho lembrou já ter afirmado no parlamento que «o Governo não tenciona nacionalizar ou intervencionar a PT, isso está fora de causa, e não tenciona intervir dentro da empresa sob forma nenhuma».

«Tivesse o Estado feito aquilo que eu hoje advogo como regra no passado e talvez este desfecho não tivesse acontecido com a PT, e talvez certos negócios não se tivessem feito, e por aí fora», considerou.