O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, mostrou-se esta terça-feira surpreendido com a resistência do PS à reforma do IRC, considerando que esta reforma «é mais vantajosa» para as pequenas empresas do que as anteriores.

O governante, que está hoje numa conferência sobre o Orçamento do Estado em Lisboa, disse que «é com surpresa» que ouve alguns dirigentes socialistas «afirmarem que não se deve reduzir a taxa de IRC».

«O curioso é que estas reduções [da taxa de IRC] foram todas propostas por governos socialistas, liderados pelo engenheiro António Guterres, e foram sempre viabilizados pelos outros partidos do arco da governabilidade», o PSD e o CDS, disse.

«Pergunto: afinal em que ficamos? Quando é o PS que reduz - e bem - a taxa de IRC em 11 pontos percentuais em apenas sete anos, essa redução foi positiva para as Pequenas e Médias Empresas (PME), mas quando é o Governo a propor essa redução, uma redução menor, essa redução deixa de ser positiva para as PME e passa a ser positiva apenas para as grandes empresas», lançou Paulo Núncio.

O secretário de Estado reiterou o apelo que tem vindo a fazer, afirmando que «é fundamental que a reforma reúna o consenso político o mais alargado possível».