A troika quis que o Governo português se comprometesse com uma espécie de mini-memorando de entendimento para o pós-troika, com algumas medidas concretas e datas para serem concretizadas depois do programa de assistência financeira, escreve o Diário Económico.

A existência desse memorando foi uma das fontes de divergência entre o Executrivo e as autoridades internacionais durante a 12ª e última avaliação da troika ao programa português. O FMI receia que Portugal perca o ímpeto reformista quando terminar o programa de resgate.

Mas o Governo resistiu, receando que este memorando fosse visto como uma mancha na saída limpa.

No caso da Irlanda a questão não se colocou, visto que o FMI confiou na vontade de Dublin em continuar com o ajustamento. No caso português, a troika não tem tantas certezas, sobretudo tendo em conta o clima político.