​O primeiro-ministro disse esta segunda-feira que é uma falsidade que a redução do desemprego se deva à emigração dos jovens, afirmando que são mais as empresas criadas no país do que as que sucumbiram à crise.

Pedro Passos Coelho falava em Vagos, durante a visita a várias fábricas estabelecidas no parque industrial daquele concelho, onde também reconheceu o esforço imposto aos portugueses nos últimos anos.

Para Pedro Passos Coelho, esse esforço «permite sonhar mais alto do que até aqui», dizendo, contudo, perceber que as pessoas «tenham pressa porque essa melhoria ainda não toca nas famílias».

Sobre essa matéria, justificou que o Governo «quer andar com segurança para não deitar tudo a perder» e que para desagravar o IRS é preciso primeiro gerar rendimento e emprego, e quem os cria são as famílias.

«Hoje há mais confiança. Ainda não temos o emprego a nível desejável, mas a ideia de que o desemprego só baixa porque as pessoas emigram, é falsa» declarou.

O primeiro-ministro realçou que Portugal tem sido um país de emigração desde há muitos anos e «hoje não é muito diferente de 2007 ou 2008», tal como acontece com outros países como a Irlanda.

«Estamos a criar mais emprego do que há dois anos e as novas empresas, que criam emprego, são mais do que as que não aguentaram a crise», prosseguiu.

Passos Coelho fala agora na «fase pós emergência económica e social», em que «há outra confiança» e em que é preciso ver regressar o investimento, com mais inovação para ajudar a crescer de forma firme e sustentável.

Esse crescimento, defendeu o primeiro-ministro, tem de passar por investimentos reprodutivos, sem o artificialismo de tempos passados, e assentar em «chão sólido» e atender à necessidade de reduzir o volume da dívida pública, para que não seja considerado arriscado fazer investimentos no país.

«Temos de, nos próximos anos, reduzir paulatinamente o stock da dívida e esse é o guião de qualquer governo», afirmou.

Ainda no âmbito desta visita, o PM anunciou que até ao final do ano vão ser abertos os concursos para as empresas se candidatarem aos fundos europeus, independentemente da aprovação dos programas operacionais.