O secretário de Estado do Orçamento afirmou esta quarta-feira que a proposta de Orçamento do Estado para 2015 tem uma «responsabilidade acrescida», que é garantir que «a transição» entre o período do resgate e o pós-programa «se torna efetiva».

Hélder Reis, que falava numa conferência em Lisboa, disse que «a singularidade do Orçamento do Estado para 2015 está frequentemente associada ao facto de ser o primeiro orçamento pós-Programa» de Assistência Económica e Financeira, defendendo que o orçamento do próximo ano «marca também a transição entre o período intenso de desequilíbrios macroeconómicos e um ciclo de maior sustentabilidade».

Para o secretário de Estado, nota a Lusa, a proposta orçamental de 2015 «deve assegurar que essa transição se torna efetiva» e daí decorre a sua «responsabilidade acrescida».

Hélder Reis defendeu que «a economia portuguesa está hoje mais forte e (que) as finanças públicas estão mais sólidas», mas alertou que estas «condições favoráveis não estão isentas de risco».

O secretário de Estado do Orçamento destacou, por um lado, que Portugal está agora «mais dependente do enquadramento internacional» e, por outro, que «a despesa pública ainda ronda dos 49% do Produto Interno Bruto (PIB)».

Por isso, defendeu o governante, «o esforço de redução (da despesa) tem de prosseguir» e «o ajustamento orçamental não está concluído».

Quanto à previsão de crescimento do Governo para 2015, de 1,5%, Hélder Reis reconheceu que se trata de um «crescimento modesto», sublinhando que «ainda assim é um crescimento».

O secretário de Estado do Orçamento participava na 10.ª Conferência Anual da Ordem dos Economistas, que decorre hoje em Lisboa, com o apoio do Banco de Portugal e da Fundação Calouste Gulbenkian.