“Não vou prometer baixar o IVA da restauração”, respondeu o primeiro-ministro a uma questão feita por um empresário da restauração que viu o seu negócio abalado e foi obrigado a despedir pessoas.

 

“É verdade que durante estes anos a vida tem sido muito difícil para todos os empresários e para todos os empresários da restauração, mas essa relação não deve ser feita com o IVA”, afirmou. “O problema da restauração foi um problema de vários outros setores económicos”, adiantou.

“Quando aumentamos o IVA da restauração para os 23% isso não correspondeu a um agravamento dos preços. Os restaurantes não aumentaram os preços na proporção do aumento do IVA. O que se passou ao longo destes anos teve a ver sobretudo com a procura. Com a crise havia pessoas que iam mais aos restaurantes e deixaram de ir. Não porque tivessem aumentado os preços, mas porque as pessoas não tinham dinheiro para incluir essas escolhas com a mesma frequência com o que o faziam anteriormente”.

“Nós estamos a desagravar fiscalmente as empresas. Aprovamos uma reforma do IRC que prevê que até 2019 nós possamos ter a taxa de IRC a cerca de 17%”.

E se dúvidas houvessem quanto ao IVA da eletricidade, Passos esclareceu-as: "O IVA não terá margem para baixar nos próximos quatro anos".

E explicou porquê: "Nós já dissemos o que vamos baixar e dissemo-lo com a prudência necessária para os portugueses saberem que não vamos andar aos solavancos. Ou seja, não vamos dar um passo à frente para depois termos que dar dois para trás, como aconteceu no passado".

No mesmo formato de entrevista à TVI, no dia 9 de julho, o secretário-geral do PS, António Costa, garantiu que se vencesse as eleições legislativas marcadas para 4 de outubro, o IVA da restauração baixaria dos atuais 23% para 13%. 

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