O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reconheceu esta quinta-feira, em entrevista à TVI, que os últimos anos têm sido difíceis para todos os empresários, mas não se compromete com uma descida do IVA na restauração caso ganhe as próximas eleições.
 
“Não vou prometer baixar o IVA da restauração”, respondeu o primeiro-ministro a uma questão feita por um empresário da restauração que viu o seu negócio abalado e foi obrigado a despedir pessoas.
 
“É verdade que durante estes anos a vida tem sido muito difícil para todos os empresários e para todos os empresários da restauração, mas essa relação não deve ser feita com o IVA”, afirmou. “O problema da restauração foi um problema de vários outros setores económicos”, adiantou.

“Quando aumentamos o IVA da restauração para os 23% isso não correspondeu a um agravamento dos preços. Os restaurantes não aumentaram os preços na proporção do aumento do IVA. O que se passou ao longo destes anos teve a ver sobretudo com a procura. Com a crise havia pessoas que iam mais aos restaurantes e deixaram de ir. Não porque tivessem aumentado os preços, mas porque as pessoas não tinham dinheiro para incluir essas escolhas com a mesma frequência com o que o faziam anteriormente”.

 

“Nós estamos a desagravar fiscalmente as empresas. Aprovamos uma reforma do IRC que prevê que até 2019 nós possamos ter a taxa de IRC a cerca de 17%”.


E se dúvidas houvessem quanto ao IVA da eletricidade, Passos esclareceu-as: "O IVA não terá margem para baixar nos próximos quatro anos".

E explicou porquê: "Nós já dissemos o que vamos baixar e dissemo-lo com a prudência necessária para os portugueses saberem que não vamos andar aos solavancos. Ou seja, não vamos dar um passo à frente para depois termos que dar dois para trás, como aconteceu no passado".

No mesmo formato de entrevista à TVI, no dia 9 de julho, o secretário-geral do PS, António Costa, garantiu que se vencesse as eleições legislativas marcadas para 4 de outubro, o IVA da restauração baixaria dos atuais 23% para 13%. 

Veja também: 

"Dêem maioria absoluta ao PS, se for esse o entendimento dos portugueses"

"Não tenho nada contra os reformados e pensionistas"

"Fiz tudo para evitar emigração e dar ao país o direito de voltar a sonhar"

Passos Coelho admite dar crédito fiscal para o ano

Tecnoforma: "Não tenho nada que me embarace ou cause vergonha"