A redução da carga fiscal dos cidadãos portugueses será adiada para dar prioridade ao corte do IRC, reiterou esta terça-feira a ministra da Finanças.

"A redução dos impostos sobre as empresas é a nossa prioridade porque entendemos que são as empresas que criam crescimento", disse Maria Luis Albuquerque, citada pela Lusa, durante uma conferência em Londres a convite da agência Bloomberg.


O governo pretende continuar a reduzir a taxa de IRC para 17% até 2019.

"No nosso Programa de Estabilidade [e Crescimento] está escrita a nossa vontade de baixar as contribuições da segurança social, mas será depois eleições", vincou.


Esta reforma, justificou, está dependente da redução da despesa pública.

A ministra considerou a atração de investimento estrangeiro a "maior esperança" de recuperação do país.

"Tendo em conta a escassez de capital na nossa economia, a nossa maior esperança de crescimento é o investimento privado", declarou, invocando a necessidade de um "ambiente estável económica e politicamente".


Confrontada com as perspetivas econômicas da Comissão Europeia para Portugal, que preveem que o défice continue acima dos 3% em 2015, Maria Luis Albuquerque recusou comentar, alegando falta de informação.