“Desde que foi feita a avaliação da Estratégia Nacional para o Mar [em 2010] até ao início deste ano, o número de postos de trabalho em atividades diretas ligadas ao mar [registou] um aumento de quase 10% o que é muito significativo”, destacou Manuel Pinto de Abreu em entrevista à agência Lusa.

“São cinco anos especiais, em que há uma tendência global de diminuição [de emprego] e não só o setor do mar aguenta, como aumenta o número de postos de trabalho”, acrescentou.




“Tem havido desenvolvimento, embora não seja um desenvolvimento em todas as áreas. Às vezes há áreas que andam um pouco para trás”, continuou, comentando desta forma as estatísticas mais recentes sobre a pesca que dão conta de uma quebra histórica nas capturas de 2014, que registaram o valor mais baixo dos últimos 45 anos.

“Temos de ver que essas oscilações estão dentro de uma trajetória que, em média, será ascendente”, indicou o governante.


“O setor conserveiro foi recuperado e hoje tem mais 17 fábricas novas e passou a ter uma capacidade de produção que nunca teve, o que também corresponde a um aumento significativo das exportações”, congratulou-se Pinto de Abreu.






“Não são ações dedicadas à avaliação e inventariação de recursos mas dão pelo menos uma indicação clara de onde deveremos começar por procurar”, explicou, acrescentando que estão a ser adquiridos novos equipamentos para melhorar a avaliação prévia de recursos.


“Tive oportunidade de fazer isso com a aquacultura, porque me confrontaram com um processo que durou cerca de dois anos, e foi-me difícil encontrar um estado da União Europeia” em que o processo demorasse menos tempo, observou o mesmo responsável.