O Estado arrecadou mais cerca de 1.600 milhões de euros em receita com IRS entre janeiro e agosto deste ano, quando comparado com os primeiros oito meses de 2012, contribuindo para o aumento da receita fiscal de 6,3%.

Défice orçamental desce para 4.794,8 ME em agosto

Gastos com subsídio de desemprego sobem 9,8% até agosto

De acordo com os dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), só com aumento de receita de IRS face ao ano passado (num ano em que o Governo aumentou novamente o IRS por via de uma sobretaxa, entre outras alterações) o Estado encaixou mais 1.596,4 milhões de euros.

Esta receita extra representa um aumento de 19% da receita nos primeiros oito meses deste ano, quando comparado com o período homólogo de 2012.

O aumento da receita com IRC foi ainda maior, mais de 1.700 milhões de euros, mas a base está ainda muito longe do que o Estado encaixa com IRS. Até agosto o Estado conseguiu em receita de IRS 9.979,1 milhões de euros, e 7.366,7 milhões de euros com IRC.

No capítulo dos impostos indiretos, continua-se a verificar uma quebra generalizada das receitas em comparação com os valores registados há um ano.

O IVA, que é o imposto indireto que mais receita dá ao Estado, regista quebras de 2,1% (ou menos 180,8 milhões de euros), o imposto sobre os produtos petrolíferos regista uma quebra de 3,6%, o imposto sobre veículos regista uma queda de 11,3%, o imposto sobre o consumo de tabaco de 4,9% e o imposto de selo de 1,6%.

Os únicos dois impostos indiretos que vêm a receita aumentar é o imposto sobre o álcool e as bebidas alcoólicas, cuja receita aumenta 1,1 milhões de euros, e o imposto único de circulação (IUC), onde se verifica um aumento de 25,6% (mais 32,5 milhões de euros).

No caso do IUC, o aumento tem sido constante ao longo dos últimos meses muito graças aos milhões de notificações enviadas pelo fisco aos contribuintes para que façam a regularização do imposto que alegadamente terão em atraso.