O ministro da Economia, António Pires de Lima, destacou esta sexta-feira o «contributo excecional» do turismo para a recuperação da economia, avisando que é preciso «ponderar bem» antes de se criarem novos custos de contexto para o setor.

Pires de Lima, que falava aos jornalistas em Lisboa, à margem da III Conferência Franco-Portuguesa e em reação aos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística relativos à atividade turística.

Segundo dados do INE a procura de hotéis desacelerou ligeiramente em setembro, com um total de 5,3 milhões de dormidas, uma subida de 9,9% em termos homólogos, inferior aos 11,3% de agosto, apesar do acréscimo do mercado externo.

Segundo as estatísticas da Atividade Turística, divulgadas pelo INE, as dormidas do mercado interno aumentaram 10,5% em termos homólogos (1,5 milhões), abaixo dos 16,1% do mês anterior, enquanto a procura de residentes no estrangeiro progrediu 9,7%, para 3,8 milhões, acima dos 8,6% de agosto.

«É bom que se pondere bem antes de se criarem novos custos de contexto para uma atividade que está agora a sair de uma crise em que viveu durante alguns anos. Está agora a levantar a cabeça e a ter resultados positivos», afirmou.

Para Pires de Lima, é importante agora que esta riqueza «fique do lado das empresas», para que estas possam alimentar os próprios projetos, criar emprego e apostar nas pessoas.

«Acredito na virtualidade deste modelo», sublinhou o governante, reiterando a sua posição de divergência contra a introdução de uma taxa destinada a projetos «que a hotelaria não pediu e não precisa».

O presidente da autarquia, António Costa, anunciou na segunda-feira, durante a apresentação do orçamento municipal para 2015, que será cobrada uma taxa de um euro pelas chegadas ao aeroporto e ao porto de Lisboa em 2015 e, a partir de 2016, uma taxa do mesmo valor sobre as dormidas.

António Costa sublinhou tratar-se de uma «taxa temporária», sujeita a reavaliação em 2019, ano em que termina o Plano Estratégico de Turismo, que se inicia em 2015.