O primeiro-ministro considerou esta quarta-feira que está por conhecer a origem do aumento do desemprego no último trimestre, mas que é cedo para falar numa inversão de tendência, que defendeu ser de descida há dois anos.

Na sessão de apresentação de um relatório da OCDE sobre Portugal, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Pedro Passos Coelho referiu-se aos mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o desemprego, declarando: «Temos ainda muito poucas condições para conhecer com detalhe o que terá estado na origem dessa revisão que foi agora anunciada sobre o último trimestre continuado».

O primeiro-ministro defendeu que «é cedo para falar numa inversão de tendência», mas que é preciso continuar o combate ao desemprego: «É tempo suficientemente oportuno para dizer que estes esforços têm de ter um caráter permanente, de modo a podermos, em termos de tendência de médio e longo prazo, acentuar aquela que é a tendência dos últimos dois anos, que é a de ver decrescer a taxa de desemprego e aumentar a empregabilidade e o emprego efetivo».


O chefe do executivo introduziu este assunto quando falava das reformas laborais. Passos Coelho sustentou que «essas reformas, a par das políticas ativas de emprego têm sido responsáveis por uma parte significativa do novo emprego e pela redução do desemprego nos últimos dois anos», acrescentando: «Mesmo tendo em atenção que os últimos dados que foram revistos pelo INE apresentaram para os últimos três meses em cadeia um agravamento do desemprego, e em particular do desemprego jovem».

A seguir, Pedro Passos Coelho referiu-se também à revisão em alta das previsões de crescimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para a economia portuguesa, manifestando-se «satisfeito».

«O tempo que temos à nossa frente é um tempo que terá de ser muito marcado pelo combate ao desemprego. Precisamos de acelerar o crescimento ainda mais, e fico satisfeito de saber que há já hoje um conjunto de instituições e de entidades que têm vindo a reforçar uma revisão em alta das perspetivas de crescimento em Portugal, quer para este ano, quer para o ano seguinte. Foi o caso também da OCDE», disse.