A nova instituição pública de crédito conhecida como banco de fomento terá um capital inicial próximo dos 100 milhões de euros e pretende potenciar uma capitalização de 10 mil milhões de euros, segundo o secretário de Estado das Finanças.

Manuel Rodrigues, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, adiantou que o «capital será totalmente detido pelo Estado» e que o objetivo é que a nova instituição tenha um acionista único, representado pela Direção Geral de Tesouro e Finanças.

O secretário de Estado considerou que esta será «a maior alavanca da economia nacional num horizonte dos próximos sete anos», já que pretende gerir um volume de instrumentos financeiros próximo dos 1.500 milhões de euros, em articulação com o próximo quadro de fundos comunitários, e mobilizar uma capacidade de capitalização para as empresas de 10 mil milhões de euros.

Manuel Rodrigues acrescentou que o banco de fomento «vai desempenhar funções de grossista e será complementar à banca nacional», podendo realizar todas as operações das outras instituições de crédito com exceção da captação de depósitos.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Manuel Castro Almeida, sublinhou que o banco pretende dar resposta à dificuldade de financiamento das empresas e notou que o programa operacional para a competitividade beneficiou menos de 3% das empresas.

«Queremos alargar o número de beneficiários», salientou.

Na mesma audição, o secretário de Estado da Economia, Leonardo Mathias, insistiu na necessidade de facilitar o acesso ao crédito bancário, destacando que, em finais de 2012, 30% das empresas apresentavam capitais próprios negativos.