O ministro da Economia anunciou que o banco de fomento «vai estar ativo a partir desta semana» para canalizar a parte reembolsável dos fundos estruturais e de investimento num total de 1,5 mil milhões de euros.

Pires de Lima afirmou que esta é uma das áreas prioritárias da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD).
«A nossa previsão é de que, através da IFD venham a ser disponibilizados nos próximos anos 1.500 milhões de euros de fundos reembolsáveis», disse o ministro, salientando que esta é a lógica que vai prevalecer no próximo ciclo de apoios comunitários.

«Se nós fizéssemos prevalecer na gestão deste Portugal 2020 uma lógica de fundos perdidos, de subsídios não reembolsáveis, nós estaríamos a alimentar seguramente projetos que não teriam um incentivo de produtividade e rentabilidade que tem projetos apoiados em fundos reembolsáveis», considerou.

A IFD vai funcionar como entidade grossista, sendo também responsável pelo encaminhamento de fundos multilaterais para o crédito bancário, havendo já um protocolo assinado com a congénere alemã KFW que prevê a instrumentalização de cerca de 800 milhões de euros para as PME, «nos primeiros meses de 2015».

A intervenção da IFD passa também pela criação de instrumentos de capitalização que possam ser usados pelas PME, nomeadamente a instrumentalização de obrigações convertíveis e preferenciais para facilitar o acesso às empresas.

«Também aqui a IFD atuará com uma vocação grossista participando conjuntamente na oferta destes instrumentos com entidades privadas de capital de risco», destacou o ministro da Economia.