O Governo espanhol chegou esta quarta-feira a acordo com cinco comunidades autónomas para a introdução de emendas na lei da avaliação ambiental, relacionadas com os transvases do rio Tejo, colocando um ponto final em guerras políticas de disputa da água.

A alteração à lei da avaliação ambiental espanhola, a que a agência Efe teve acesso hoje, terá oito emendas relacionadas com os transvases do Tejo, que resultam do acordo entre o Governo central e as comunidades de Castela - La Mancha, Extremadura, Madrid, Valência e Múrcia, para que fiquem garantidas as necessidades das quotas de cedência e de receção de água.

As novas normas impedem o transvase do Tejo se a reserva for menos de 400 hectómetros cúbicos (hm3), em vez dos 240 impostos atualmente.

O ministro da Agricultura, Alimentação e Ambiente, Miguel Arias Cañete, revelou hoje o acordo em conferência de imprensa, revelando que o transvase do Tejo estabelecerá um máximo de 600 hm3 anuais de água transferíveis para a bacia do rio Segura e de 50 hm3 à do Guadiana, desde o rio Chança até à foz.

Esta quantidade de água será avaliada todos os meses e enquadrada em quatro possíveis níveis.

As oito novas emendas do Partido Popular (PP), partido do Governo, são justificadas com a incorporação dos acordos adotados no seio do grupo de trabalho do Memorando Tejo-Segura.