Três dezenas de lesados do papel comercial do BES, sobretudo emigrantes, estão desde o início da manhã concentrados frente à agência do Novo Banco no Largo do Toural, no centro de Guimarães, exigindo o reembolso do dinheiro investido.

A manifestação foi convocada pelo Movimento dos Emigrantes Lesados (MEL), que entretanto a desconvocou, com indicações que a Câmara Municipal de Guimarães não autorizava o protesto. A autarquia já veio negar não ter dado autorização.

O clientes que não foram avisados a tempo acabaram por se juntar à porta do balcão que, por precaução, estava encerrado.

São cerca de 2500 os clientes do Novo Banco que adquiriram papel comercial do GES aos balcões do BES, no montante total de 527 milhões de euros. 

Na passada sexta-feira, o Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa admitiu uma providência cautelar interposta pela associação dos lesados, que exige que o Banco de Portugal informe o comprador do Novo Banco do montante de papel comercial devido, ou seja, que inclua esse montante como “uma imparidade” nas contas da instituição financeira.  

Ainda nesse dia houve momentos de tensão, na avenida dos Aliados, no Porto, com os manifestantes a tentar invadir o edifício do Novo Banco. 

Com o objetivo de bloquear a venda do Novo Banco, a empresa Liminorke intentou na semana passada uma  providência cautelar contra o Banco de Portugal e o Fundo de Resolução, aceite no Tribunal Administrativo de Lisboa, com receio que o fundo venda o seu principal ativo – o Novo Banco –, sem que sejam apuradas as responsabilidades perante os credores do BES.