O presidente da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, afirmou esta segunda-feira que a legislação do Governo sobre fornecimento de combustíveis low-cost nos postos de abastecimento é um «sinal de desconfiança na indústria».

Manuel Ferreira de Oliveira, que respondia a perguntas dos jornalistas durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2013 da Galp, disse que a entrada em vigor da legislação sobre o fornecimento de combustíveis low-cost não deverá alterar a oferta de mercado da empresa.

«Não prevemos que isso altere em nada a nossa oferta de mercado. [...]. É outra vez um sinal de desconfiança na indústria. Mais do que o ato em si, deixa-nos tristes aquilo que está subjacente a essa legislação», afirmou o presidente da Galp.

No final de janeiro, o ministro da Energia, Jorge Moreira da Silva, disse, no parlamento, que, «muito em breve», o Governo estaria em condições de aprovar a legislação para o fornecimento de combustíveis low-cost nos postos de abastecimento.

Sem avançar datas, Jorge Moreira da Silva garantiu que o Governo avançaria na concretização desta iniciativa, dando um prazo de três meses para que os postos de abastecimento façam as adaptações necessárias.

Em junho, o secretário de Estado da Energia entregou no parlamento o anteprojeto legislativo para o fornecimento de combustíveis low-cost nos postos de abastecimento com mais de quatro reservatórios ou que disponham de oito ou mais locais de abastecimento.

A Galp Energia encerrou 2013 com um lucro de 310 milhões de euros, menos 13,9% do que no ano anterior, segundo uma informação hoje divulgada pela empresa.

As vendas e prestações de serviços da Galp Energia atingiram os 19.620 milhões de euros no ano passado, mais 6% do que em 2012.