Retomaremos se houver condições para o fazer", são as palavras do presidente da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva.

Para já, como comunicou sexta-feira, a sondagem de pesquisa do primeiro poço exploratório na bacia alentejana, planeada para o verão, foi adiada sem data.

O consórcio responsável junta a italiana ENI, com 70% do capital, e a GALP, com os restantes 30%. De acordo com o presidente da petrolífera portuguesa, o adiamento deve-se à decisão da Direção-Geral de Recursos Naturai de prorrogar o prazo de consulta pública, por mais 30 dias, até ao dia 3 de agosto.

"Perdeu-se a oportunidade"

Para o presidente da GALP, "perdeu-se uma oportunidade"

Vamos ver se no próximo ano há investimento, se há condições e se vale a pena", declarou o gestor, quando questionado sobre a nova data definida pelo consórcio para retomar o processo.

A infraestrutura logística foi toda montada e a unidade de perfuração estava contratada", quando foi tomada a decisão de prolongar o prazo da consulta pública, por mais 30 dias, referiu.

Tivemos custos, porque tínhamos tudo preparado", admitiu o gestor, mas recusou-se a quantificar os valores em causa, adiantando não estar autorizado a divulgar.

Consulta pública aberta

Ate 3 de agosto decorre a consulta pública do pedido de licença para a sondagem de pesquisa do primeiro poço exploratório na bacia Alentejana, por parte do consórcio entre a petrolífera italiana ENI e a Galp Energia.

A 22 de junho, a Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos decidiu prorrogar o prazo de consulta pública do projeto ENI/Galp, para a realização de sondagem de pesquisa no "deep offshore"' (águas ultra profundas), a cerca de 46,5 quilómetros da costa, na zona de Aljezur, por mais 30 dias.

A italiana ENI tem uma participação maioritária de 70% na parceria com a Galp (30%) para a prospeção de petróleo na costa alentejana, onde detém três concessões, denominadas Lavagante, Santola e Gamba, que abrangem uma área total de aproximadamente 9.100 quilómetros quadrados.

A ideia de procurar petróleo na costa alentejana surgiu há cerca de dez anos.