"O que eu quero é abrir os programas aos 'novos entrantes', os que nunca concorreram. Esses é que podem, muitas vezes, trazer-nos a inovação. Os últimos dados dizem-nos que, no programa Horizonte 20-20, até agora, 37% são novos que nunca concorreram. Ou seja, 63% (seis em cada dez empresas) são antigos recipientes de ajudas", recordou.


"E temos uma grande parte desse programa, de 3 mil milhões de euros, dedicada às Pequenas e Médias Empresas (PME). A esse programa, que também existe em Portugal, chama-se o Instrumento PME. É um instrumento muito fácil, com pouca burocracia", explicou o comissário.


"Se for boa e conseguir montar a ideia, pode ir até aos 3 milhões de euros. Ou seja, não é só para os grandes consórcios e universidades, é também para os pequenos. Penso que é isso que vai abrir o mundo do futuro", concluiu.


"Temos uma regulação muito pesada, o que faz com que os europeus se cansem dela. Temos de trabalhar em 'Smarter Regulation' ou 'Better Regulation', olhando para a regulação como um instrumento que vai ter de se adaptar ao futuro", adiantou.




"Acredito que só poderemos fazer, se tivermos o que chamo de 'Ciência Aberta', no fundo a abertura total do jogo, sem medo da concorrência, abrir os nossos dados e dar acesso às nossas publicações", declarou Moedas.