Desde o início de 2011 até ao final do ano passado, um funcionário público com um salário médio recebeu 40,5 mil euros. A diferença, segundo o Jornal de Negócios, corresponde a 3,7 ordenados líquidos.

Já um trabalhador com um vencimento bruto de 4 mil euros viu desaparecer meio ano de salários, segundo as simulações feitas pela PwC. E isto sem considerar os novos cortes que chegam na segunda-feira.

O ano de 2012 é o que dá maior contributo para este corte acumulado, devido à suspensão o pagamento dos subsídios de natal e de férias dos funcionários públicos. Em 2013, o rendimento líquido sofreu o impacto do aumento de impostos.

Também o aumento das contribuições à Caixa Geral de Aposentações aplicadas a partir do início de 2011 e para a ADSE também contribuíram para este corte.

Os cálculos variam consoante os salários: as remunerações mais altas têm cortes mais elevados. De uma forma geral, as medidas de austeridade só se aplicam a salários brutos superiores a 600 euros, sendo que a perda foi mais acentuada para quem recebe um salário bruto de 4 mil euros brutos.