O presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, José Carlos Martins, disse à Lusa que a greve de hoje na Função Pública contra o agravamento da austeridade está a registar uma adesão de 76,2% no setor.

Segundo o dirigente sindical, numa ronda efetuada por 59 hospitais, verificou-se que a adesão no turno da noite varia entre os 44,7% no Hospital de Vila Franca de Xira e os 100% no IPO de Coimbra e no Hospital do Outão, em Setúbal.

«A adesão maior está a registar-se no distrito de Setúbal», sublinhou José Carlos Martins, admitindo que a greve possa vir a ter «um impacto relevante» para os utentes dos serviços de saúde.

Em declarações à Lusa, a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, referiu que no setor da saúde e no que diz respeito aos enfermeiros, por exemplo no hospital de Santa Marta, em Lisboa, a adesão é de 90% e no Hospital de Lamego de 80%, segundo dados da Frente Comum.

Na zona norte do país, o Hospital de Santo António, no Porto, registou uma adesão de 90%, o Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, 83%, o Hospital padre Américo, Penafiel, 60% e o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto 70 por cento.

Quanto à zona centro, a adesão é de 100%, no Centro Hospitalar de Aveiro, Hospital de Santa Maria da Feira, Hospital de São João da Madeira e Hospital de Águeda.

Na zona sul, a adesão à greve é de 95% no Hospital Amadora Sintra, no Hospital dos Capuchos 79%, no Hospital D. Estefânia 80%, no Hospital S. Francisco Xavier 75%, no Hospital de S. José 80%, no Hospital de Santa Maria 90%, no Hospital de Serpa, no Hospital de Beja, Maternidade Alfredo da Costa e urgência hospitalar Cova da Beira cem por cento.

A greve dos funcionários públicos foi marcada pelas estruturas sindicais do setor como forma de protesto contra novos cortes salariais e de pensões e o aumento do horário de trabalho, entre outras medidas.