Ameaça de greve no ar. A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública garante que vai marcar uma greve nacional na sexta-feira se, até lá, o Governo não apresentar propostas de aumentos salariais para o próximo ano.

Das reuniões com o Governo não tem vindo nada de novo, pelo contrário. E se o Governo não inverter a situação, não descongelar salários, não fizer propostas de aumentos salariais, não fizer o descongelamento de posição remuneratória para todos […], a Frente Comum avançará com uma grande greve nacional”, disse Ana Avoila, em conferência de imprensa em Lisboa.

Frente Comum exigiu a 20 de setembro aumentos salariais de 4% para 2018, com um mínimo de 60 euros para todos os trabalhadores, e anunciou uma ação de luta nacional. Já nessa altura tinha acenado com uma greve ou uma manifestação se as suas reivindicações não forem acolhidas pelo Governo.

Antes, a UGT já tinha defendido um aumento médio dos salários entre 3% e 4%, a subida do salário mínimo para 585 euros e a reposição dos escalões do IRS no próximo ano.

Os sindicatos da Função Pública têm estado em negociações com o Governo. A esse propósito, a Frente Comum já disse que não aceita o descongelamento faseado de carreiras.

Faltam menos de duas semanas para que a proposta de Orçamento do Estado para 2018 seja apresentada pelo Executivo socialista liderado por António Costa.