Os magistrados consideram que a fiscalização das contas dos partidos podiam ser resolvidas noutras instâncias, libertando recursos. Rui Moura Ramos, ex-presidente do TC, defendeu ao Jornal de Negócios que estes processos não são um número significativo, mas acabam por «roubar tempo» e «distraem o TC das suas competências».

Uma solução possível seria remeter a decisão dos recursos eleitorais para os tribunais comuns, e as impugnações poderiam ficar nos tribunais Administrativos e Fiscais..

Portugal deve ser caso único com um TC com tantas competências, sendo talvez apenas ultrapassado por países como a Croácia.

Há ainda quem defenda que, à semelhança do que acontece no Supremo Tribunal de Justiça, que pode recusar recursos que tenham sido alvo de decisões coincidentes nas instâncias inferiores, o Constitucional deveria dispor de uma espécie de «travão de mérito» que lhe permitisse avaliar se os recursos que lhe chegam têm dignidade para subir ao vértice da magistratura.