Depois do chumbo do Tribunal Constitucional, os portugueses enfrentam agora a possibilidade de mais uma subida de impostos e outras medidas que possam colmatar o buraco financeiro de 800 milhões de euros deixado por mais um «não» dos juízes do Palácio Ratton, sublinha hoje o Financial Times com um artigo sobre Portugal.

E embora o país já tenha feito a sua saída formal do programa de ajustamento, a troika deixou bem claro que não irá aprovar a última tranche do empréstimo, no valor de 3,5 mil milhões de euros, enquanto o Governo não apresentar as medidas alternativas ao chumbo do TC.

Já em abril o FMI tinha sublinhado que um dos maiores riscos à saída lusa bem sucedida do resgate era o chumbo do Constitucional. O jornal sublinha que Passos Coelho já veio dizer que esta é uma situação «complexa» e que vai agora ser estudadas as implicações antes de serem decididas as medidas alternativas.

Os economistas contactados pelo jornal estimam que entre as opções a considerar está um novo aumento de impostos e também uma taxa especial sobre os subsídios de natal e férias.

É a 6a vez em menos de 2 anos que o TC chumba medidas de austeridade impostas pelo Governo, por considerar que estas não são constitucionais.