A União Geral de Trabalhadores (UGT) mostrou-se disponível a «todas as formas de luta», incluindo providências cautelares, para combater aquilo que considera ser inconstitucionalidades no orçamento do Estado para 2014 (OE2014).

O secretário-geral da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), Nobre dos Santos, revelou a hipótese depois de um encontro com o grupo parlamentar do PCP, especificamente sobre o alargamento da contribuição extraordinária de solidariedade (CES), apresentado pelo Governo no orçamento retificativo.

«Nós também tivemos um princípio de concordância do PCP. Temos também de outros partidos, nomeadamente o BE. Vamos ver o que vai acontecer. Estamos dispostos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, tanto do ponto de vista da luta como do ponto de vista jurídico», afirmou.

O texto conjunto de PCP, BE e Os Verdes para a fiscalização sucessiva de diversas normas do Orçamento do Estado (OE) deverá estar concluído no final desta semana ou no começo da próxima, segundo o líder parlamentar bloquista, enquanto o PS já anunciou ir pedir a análise dos juízes do Tribunal Constitucional relativamente a, pelo menos, quatro normas do OE2014, não excluindo fazer o mesmo sobre a CES.

«Certamente, em algumas situações, seremos levados a introduzir providências cautelares para resolver situações concretas. Pela parte da confederação UGT há uma grande disponibilidade para estar ao lado dos trabalhadores e acompanhar todas as suas formas de luta que forem entretanto designadas», continuou Nobre dos Santos.

O sindicalista reforçou que os sindicatos afetos à UGT não vão baixar «os braços em condição alguma» e «só estarão descansados quando todas estas situações forem resolvidas ou mitigadas em grande parte».