O BPI disse esta quinta-feira que vai diminuir em cerca de 250 trabalhadores este ano, sobretudo através de reformas antecipadas.

Como tem vindo a referir Ulrich, o BPI quer antecipar em um ano - para o final deste ano, em vez de no final de 2015 - o fim do plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia, que foi obrigatório depois de o banco ter recebido dinheiro público.

Para isso, o banco tem de cumprir as metas quantitativas acordadas, sendo que uma delas é a redução para no máximo 6.000 trabalhadores em Portugal.

No fim de março, o BPI tinha 6.254 na atividade doméstica, pelo que têm de sair cerca de 250 pessoas.

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, disse ainda que ficou «um bocadinho» chocado por as autoridades terem exigido aos bancos a saída de pessoal em contrapartida pela injeção de dinheiro público, numa altura de desemprego elevado.

«Choca-me um bocadinho que em altura de crise, e com o desemprego a crescer tanto, que uma das contrapartidas seja reduzir efetivos", afirmou Fernando Ulrich hoje em conferência de imprensa, recordando que sempre defendeu que as empresas que tenham capacidade deviam «incorporar pessoas» com contributo de fundos públicos, mesmo que isso criasse excesso de pessoal.