Assim que teve a palavra na conferência da TVI24 e da Associação Portuguesa de Bancos sobre o presente e o futuro do setor bancário, o presidente do BPI logo avisou que não poderia ficar muito tempo, porque esta quarta-feira o seu banco vai responder à Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada recentemente pelo CaixaBank, depois de falhadas as negociações com a Santoro de Isabel dos Santos (a segunda maior acionista). Foi Fernando Ulrich quem puxou o assunto, mas recusou depois levantar o véu sobre a posição do BPI. Seja como for, alongou-se em elogios aos espanhóis, que já são o principal acionista do banco que lidera.

"Tem sido um parceiro absolutamente extraordinário" para o BPI, apoiando propostas que podiam não ser óbvias para o interesse do CaixaBank. Em todos os momentos bons e maus, o CaixaBank apoiou o BPI,só posso dar conta de uma história de sucesso. Tem gente muito competente e gente séria. É o ponto mais importante da banca"

Fez igualmente notar que esta é a segunda OPA que o CaixaBank lança sobre o BPI no espaço de um ano, o que representa uma "manifestação forte de compromisso".

E para os desentendidos, esclarece que não é um mero banco catalão: "É a maior instituição financeira em Espanha".

Depois de ter anunciado a OPA ao BPI, o CaixaBank tem levado a cabo imensas compras de ações do banco liderado por Fernando Ulrich, mas por um valor abaixo da Oferta Pública de Aquisição (1,113 euros por ação). Passou, assim, a deter diretamente 651.377.606 acções do BPI representativas de 44,71% do capital social e 44,88% direitos de voto do BPI com as aquisições de títulos em bolsa efetuadas desde o final de abril até 12 de maio.