O porta-voz da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRSiANS) na Carris, Manuel Leal, disse esta terça-feira que o parecer da Autoridade da Concorrência sobre a privatização da empresa não conclui o processo.

“Não nos parece que este parecer da Autoridade da Concorrência conclua o processo, e os trabalhadores terão definitivamente uma palavra a dizer na continuação da luta contra ele”, afirmou à Lusa Manuel Leal.

Segundo o porta-voz da FECTRANS na Carris, o processo de privatização “está cheio de ilegalidades”, incluindo o próprio contrato que foi avaliado pela Autoridade da Concorrência.

“Obviamente, que junto do Tribunal de Contas também já fizemos eco de todas estas ilegalidades”, disse, insistindo que o processo está longe de ser concluído e que vai continuar a contar com a luta dos trabalhadores para “derrotar” aquela intenção.

O Conselho da Autoridade da Concorrência divulgou hoje o parecer que dá luz verde à subconcessão do Metropolitano de Lisboa e da rodoviária Carris ao grupo espanhol de transportes urbanos Avanza.

O Governo anunciou em junho que o grupo espanhol Avanza venceu o concurso para subconcessão da Carris e do Metro de Lisboa, garantindo que isso vai implicar uma poupança anual para o Estado superior a 25 milhões de euros e mais de 215 milhões de euros durante o período de concessão, que é de oito anos.

Os trabalhadores dos transportes públicos que servem a Grande Lisboa anunciaram esta terça-feira que vão encetar várias ações de luta durante este mês para se manifestarem contra a concessão da Carris e do Metro.