A Moviflor vai fechar as suas lojas a partir do dia 1 de outubro. O anúncio foi feito através de e-mail, aos trabalhadores, no qual é referido um encerramento temporário.  

«Recebemos informação de colaboradores de que a partir de 1 de outubro todas as lojas vão estar encerradas temporariamente», informou à Lusa Lusa Marisa Ribeiro, do Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), adiantando que está a tentar obter mais detalhes sobre o assunto.

A agência de notícias teve acesso ao referido e-mail, no qual a administração da Moviflor diz que, «dado não se encontrar ainda definida a evolução face à necessidade de investimento, e considerando as dificuldades e contingências» com que a empresa se debate «diariamente», foi tomada «a decisão de encerramento temporário das instalações» a partir da próxima quarta-feira.

«Agradecemos o esforço e dedicação de todos os que nos têm acompanhado nesta difícil fase da vida da empresa, com a esperança de poder voltar a contar com a vossa participação», adianta a administradora Maria Catarina Coutinho Remigio, na mensagem enviada aos colaboradores.

A Lusa tentou contactar a administração para obter esclarecimentos, mas até ao momento não foi possível.

Em julho último, o sindicato tinha denunciado o incumprimento do Plano Especial de Recuperação (PER), situação «que se mantém», já que os trabalhadores não recebem os salários nem as dívidas anteriores.

«Nem a primeira prestação» do pagamento que estava previsto no PER, disse a sindicalista. «É lamentável o PER não estar a ser cumprido», sublinhou.

O PER homologado pelo Tribunal do Comércio de Lisboa a 17 de dezembro de 2013 previa a recuperação da Moviflor e o pagamento regular de salários, o que, segundo o CESP, não tem vindo a acontecer.

Além do despedimento coletivo que já abrangeu 200 trabalhadores, o PER prevê a saída de mais 325 funcionários da empresa de mobiliário.