Cerca de 45 por cento dos empregos oferecidos pelas empresas de Famalicão nos últimos dois anos ficaram por preencher, essencialmente por desajustamento entre o perfil pretendido e os candidatos inscritos no Centro de Emprego, foi divulgado esta segunda-feira.

Segundo Domingos Sousa, diretor do Centro de Emprego de Famalicão, outros dos fatores que contribuiu para o não preenchimento das vagas foi "o elevado peso" da economia informal.

O responsável, que falava em conferência de imprensa, no final de uma reunião com o presidente da câmara, disse que o têxtil e vestuário, o agroalimentar e a metalurgia e metalomecânica foram os setores onde se verificou uma maior falta de profissionais.

"Estamos a falar, por exemplo, de costureiras, de tecedeiras, de serralheiros e de soldadores", referiu.


Nos últimos dois anos, foram registados no Centro de Emprego de Famalicão 6 mil ofertas de postos de trabalho, tendo o número de colocações ascendido a 3.342.

De acordo com o que foi revelado na conferência de imprensa, o concelho de Vila Nova de Famalicão está com uma trajetória "acentuada" de descida da taxa de desemprego, que passou de 16 para 10 por cento.

Dos mais de 11 mil desempregados registados em janeiro de 2013, subsistem atualmente pouco mais de sete mil.

Segundo o presidente da Câmara, Paulo Cunha, isto significa que o concelho se aproxima do chamado desemprego estrutural, ou seja, da taxa de desemprego que não está diretamente associada ao contexto de crise económica que o país atravessa desde 2008.

"São muito boas notícias para Famalicão" disse Paulo Cunha, sublinhando que a performance resulta, em parte, do "processo interinstitucional que aproximou as empresas das escolas e que valorizou o ensino profissional nos últimos anos em Famalicão".

"Fomos dos primeiros municípios do país a ultrapassar a meta dos 50 por cento dos jovens estudantes inseridos no ensino profissional", acrescentou.